A BlackRock publicou o relatório «Re-Underwriting Bitcoin», no qual recomenda manter 1-2% da carteira em BTC para diversificação de longo prazo.
Principais pontos:
- O desabamento do Bitcoin em mais de 50% desde o pico de outubro de 2025 está relacionado principalmente ao desalavancamento, à redução do fluxo de capital e à desaceleração das compras por parte dos tesouros corporativos de criptomoedas, e não a uma piora nas perspectivas de longo prazo do ativo.
- Os cálculos da BlackRock nos últimos 10 anos mostram que uma alocação de 1-2% em Bitcoin em uma carteira clássica de ações e títulos teria melhorado a relação entre retorno e risco.
- A BlackRock considera o Bitcoin como um ativo monetário alternativo que pode se tornar mais procurado diante do aumento da dívida pública dos EUA e dos déficits orçamentários.
- O interesse aberto em futuros de criptomoedas ultrapassava US$ 9 bilhões naquele momento, sendo cerca de 80% referente a contratos permanentes fora da CME. Os subsequentes choques tarifários provocaram ondas de liquidações, derrubando o Bitcoin abaixo de US$ 60.000 em junho de 2026.
- O mercado de BTC está se tornando mais maduro: a BlackRock observa uma queda gradual da volatilidade do ativo à medida que os ETFs spot, futuros e opções se desenvolvem, embora a negociação com alavancagem ainda seja uma fonte de movimentos bruscos.
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