A Trump Media & Technology Group informou um prejuízo líquido superior a US$ 238 milhões no segundo trimestre, com receita inferior a US$ 2 milhões. Há um ano, o prejuízo para o mesmo período havia sido de cerca de US$ 20 milhões.
A causa do prejuízo não foi a venda de BTC, mas a queda de seu preço no papel. Mais de US$ 190 milhões em perdas decorreram da reavaliação de ativos digitais, ativos digitais empenhados e títulos. A empresa manteve essa posição durante todo o período; simplesmente, o ativo se desvalorizou.
No final de junho, a Trump Media possuía 9.477 BTC (cerca de US$ 557 milhões no balanço) mais 756 milhões de tokens Cronos (CRO). Já em julho, após a data de relato, a empresa adquiriu mais BTC, vendendo parte dos fundos negociados em bolsa relacionados à criptomoeda, e ampliou sua posição para aproximadamente 14.139 BTC até 31 de julho, o que equivale a cerca de US$ 890 milhões na cotação atual. Ou seja, a empresa não está reduzindo, mas aumentando seus investimentos em BTC.
Parte das moedas está congelada como garantia: 4.260 BTC garantem as obrigações conversíveis da empresa, e outros 2.077 BTC estão empenhados sob uma estratégia de opções sobre a volatilidade do BTC.
A receita trimestral de US$ 1,7 milhão veio principalmente da publicidade no Truth Social, com crescimento de 89% em relação ao ano anterior, mas os gastos operacionais subiram quase 275% e ultrapassaram US$ 165 milhões, principalmente devido à volatilidade dos ativos cripto.
A empresa também está encerrando parte dos acordos com Crypto.com para se concentrar no negócio de mídia e na fusão em preparação com a empresa de fusão nuclear TAE, que o CEO interino Kevin McGern classificou como "o principal impulsionador da valorização de longo prazo".

As ações da Trump Media caíram 8%