O investidor do Drift Protocol, Joshua McCallum, entrou com uma ação coletiva contra a Circle no tribunal federal de Massachusetts em nome de mais de 100 afetados. A essência da acusação: a Circle não congelou os fundos após o hack do Drift em 1º de abril e permitiu que os atacantes transferissem cerca de $230 milhões em USDC de Solana para Ethereum através do próprio protocolo CCTP em poucas horas.
«A Circle permitiu o uso criminoso de suas tecnologias. Essas perdas não teriam ocorrido ou teriam sido substancialmente menores se a Circle tivesse agido a tempo», diz a ação. A Circle é acusada de cumplicidade no roubo e negligência.
Os demandantes apontam que uma semana antes do hack, a Circle congelou 16 carteiras em outro caso civil - o que significa que a empresa tinha a capacidade técnica para intervir. Analistas da Elliptic ligaram o hack a hackers norte-coreanos, que realizaram mais de 100 transações através do CCTP durante o horário comercial nos EUA. Os fundos foram então convertidos em ETH e lavados através do Tornado Cash.
A posição da Circle foi defendida pelo diretor de ativos digitais da ARK Invest, Lorenzo Valente, afirmando que congelar sem uma decisão judicial abre a porta para decisões arbitrárias. Segundo ele, os fundos roubados provavelmente serão usados para financiar o programa nuclear da Coreia do Norte.
Enquanto a Circle lida com a ação, a Tether não perdeu tempo: a empresa alocou $127,5 milhões ao Drift para recuperação e simultaneamente deslocou o concorrente - o Drift está migrando do USDC para o USDT como a principal camada de liquidação.