Logo DropsTab - linha azul representando a forma de uma gota de água com decoração de Natal
Valor de Mercado$2.10 T 0.00%Volume 24h$120.96 B −28.24%BTC$60,424.00 −0.34%ETH$1,583.37 0.28%S&P 500$7,352.88 0.02%Ouro$4,090.60 1.40%Dominância BTC57.59%

O Arquivo de IPO da SpaceX Não Se Parece em Nada com os da Elite dos Gigantes da Tecnologia aos Quais Ela Espera se Juntar

21 May, 2026porCrunchbase
Junte-se às Nossas Redes

A SpaceX apresentou seu prospecto público de IPO na quarta-feira, destacando muitas conquistas impressionantes. Obter lucro não é uma delas.

Pelo menos não atualmente. A pioneira em espaço e IA registrou um prejuízo líquido de US$ 4,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de mais de 700% em relação ao ano anterior. Já a receita totalizou US$ 4,69 bilhões no primeiro trimestre, alta de 15% em relação ao ano anterior.

Como empresa pública, a SpaceX estaria buscando uma avaliação de cerca de US$ 1,5 trilhão ou mais, segundo o The Wall Street Journal. Ela pretende arrecadar até US$ 80 bilhões ou mais na oferta, o que a tornaria o maior IPO da história.

Com sua avaliação-alvo, a SpaceX se juntaria a um seleto grupo de apenas sete empresas tecnológicas públicas dos EUA com capitalização de mercado de US$ 1,5 trilhão ou mais. Desses, apenas cinco ultrapassaram a marca de US$ 2 trilhões.

É claro que essas empresas levaram tempo para crescer até suas avaliações de 13 dígitos. Mas, em algum momento, elas também fizeram seus primeiros registros públicos de IPO. E também tiveram receitas.

As semelhanças terminam aí. Para ter uma ideia de como a SpaceX se compara, no momento do IPO, a outros membros do clube das empresas com valor acima de um trilhão, analisamos seus S-1 originais desde os anos 1980 em diante. Eis como eram seus números pouco antes de suas estreias no mercado público:

Nvidia: Hoje, a designer de chips do Vale do Silício é uma empresa com capitalização de mercado de US$ 5,3 trilhões. Quem investiu no IPO de 1999 certamente obteve excelentes resultados.

No momento de sua estreia no mercado, é claro, essa trajetória não era óbvia. Ainda assim, parecia uma aposta sólida. A empresa, que então se concentrava em projetar processadores gráficos 3D para o mercado de PCs, tinha receita de US$ 93 milhões nos três trimestres reportados antes do IPO, crescendo várias vezes ano após ano. No mesmo período, registrou um modesto prejuízo de US$ 3,5 milhões.

Google: A Google já era a líder no mercado de buscas online quando abriu capital em 2004, com finanças impressionantes. A receita do primeiro semestre daquele ano somou US$ 1,35 bilhão, mais que dobrando em um ano, acompanhada por um lucro de US$ 326 milhões.

Embora isso fosse impressionante, o crescimento contínuo da Google também é. Atualmente, sua capitalização de mercado está em US$ 4,7 trilhões e ela gera mais de US$ 400 bilhões em receita anual, com lucros enormes também.

Apple: A icônica gigante de smartphones e computação sabe algo sobre longevidade. A Apple completou 50 anos no mês passado e abriu capital há mais de 45 anos, em 1980.

Foi uma oferta impressionante e chamativa para a época, com vendas de US$ 118 milhões e lucro de quase US$ 12 milhões. Ajuda que a Apple já era uma marca consumidor proeminente na época graças aos seus populares computadores domésticos. Hoje, sua capitalização de mercado ronda os US$ 4,5 trilhões.

Microsoft: A Microsoft abriu capital em 1986, tendo assim cerca de 40 anos para crescer até sua atual avaliação de US$ 3,1 trilhões. Mas mesmo na época dos cabelos grandes e disquetes, o prospecto de IPO da gigante de software mostrava sinais claros de que não seria um entrante comum no mercado.

No ano anterior ao IPO, a Microsoft teve receita de US$ 140 milhões e lucro líquido de US$ 24 milhões. Esse valor de lucro, porém, inclui gastos elevados com marketing e P&D. Sem esses gastos, as margens de lucro pareciam surpreendentemente altas para uma época em que modelos de negócios de software ainda não eram padrão.

Amazon: Na época de sua oferta pública em 1997, a Amazon era conhecida como livraria online, batizando-se como "A Maior Livraria da Terra". Todo o resto veio depois.

Ainda assim, foi uma oferta convincente na época, com a Amazon aumentando suas vendas anuais de zero para cerca de US$ 16 milhões em apenas dois anos e meio após sua criação. Ela apresentou os prejuízos como parte de sua estratégia de crescimento, que exigia fortes investimentos em marketing e promoção, desenvolvimento de sites e infraestrutura operacional.

Não é preciso dizer que as coisas deram certo, com a Amazon atualmente avaliada em mais de US$ 2,8 trilhões.

A SpaceX não é como as outras

Se olharmos para as empresas tecnológicas públicas mais valiosas, algumas semelhanças em seus primeiros dias saltam aos olhos. Todas abriram capital relativamente cedo em suas histórias operacionais e estrearam com receitas em forte crescimento e lucros ou prejuízos na casa dos milhões.

A SpaceX, fundada em 2002, parece, em comparação, uma veterana para uma empresa prestes a estrear no mercado público. Também vale ressaltar que a Google, fundada em 1998, tem apenas quatro anos a mais que a SpaceX. Isso significa que ela teve 28 anos para crescer até se tornar uma empresa com receita superior a US$ 400 bilhões nos últimos 12 meses e lucro operacional de US$ 138 bilhões.

A SpaceX, por outro lado, teve 24 anos para crescer até se tornar uma empresa que perde US$ 4,3 bilhões em um único trimestre.

Pesquisa relacionada no Crunchbase:

Leitura relacionada:

Ilustração: Dom Guzman

Continue lendo este artigo na fonte: news.crunchbase.com